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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Corpos, cores e coros anunciam tambores e reinventam o mundo - Cristiane Faustino

Corpos, cores e coros anunciam tambores e reinventam o mundo


Pelo feminismo
Assim elas deram as caras
Deram as costas
Deram as pontas e
Deram os meios
Ocuparam a multidão
Ora perplexa
Por vezes, sorridente
Pero, atenta
Foi assim na rodoviária
Como se fossemos
Todas Cristinas

Nos entrementes dos discursos
Da denuncia na voz organizada
Entre uma mesa e outra
Entre um tema e outro
Entre uma e outra dispersão
Pela ansiedade do encontro
E suas possibilidades
Pela rebeldia de lá estar
Momentos havia
Em que éramos
Todas Domingas...
E Domingas éramos todas nós

No vai e vem
Das cores e gestos
Entre faixas e cartazes
Microfones e adornos
Cabelos, frases e tiaras
Reuniões e anotações
O dia ameaçava enfado
Mas eis que chega a noite
A das mulheres livres
A carne para muito além de si
Agora somos todas Lilas

Os corpos livres
Anunciavam a liberdade
Neles,
Mulheres libertas
Ritmos, tambores
E cantos
A ciranda se fez feminista
Éramos uma
Éramos muitas
Éramos todas.

Poesia de Karla Almeida para Tambores de Safo



Muitas peles,
muitos amores,
vamos bater palmas
para os Tambores!
A nudez não será castigada
(nunca mais).
Muita alegria,
muita anarquia
(graças aos deuses).
Muitas cores,
vamos tod@s
seguindo os tambores,
jogando flores,
com muitas palmas,
com muito espaço
para vocês
Tambores de Safo.